


|
![]() 17/5/2006 - 19:38:44 Bem mais que sete horas de nossas vidas... Já faz bastante tempo que não ando me sentindo bem... Bastante tempo, 4 anos... Para mim é bastante tempo... Tempo que sinto que muita coisa mudou e fiquei na platéia assistindo... Observando o desenvolvimento de muita gnete que mal sabe ou se lembra que eu estava assistindo ou até mesmo existindo... Abandonei muitas coisas em nome de uma ideologia que faz sentindo, no presente está fazendo muito sentido... Sinto-me insegura e não dona de mim, oscilo entre euforia e uma tristeza capaz de me matar algum dia... Sinto sim, essa vontade ou idéia sempre me atraiu... Acho que sempre me vi auto destruída... Para mim, a realidade é intangível, ela não se comporta como uma consequencia de atores externos apenas. Me vejo atuando, assistindo... Ultimamente mais assistind que atuando e talvez seja disso que suge minhas frustrações débeis. Estou tentando ficar sóbria, menos lunática e paranóica. Sofro. Talvez esteja errando no meu diagnóstico ao culpar ou tentar justificar tantos choros pelo meu exterior. Talvez seja uma crise meramente interna, pontualmente minha apenas. Sou jovem e acho que penso com um ar superior e velho demais para a corja juvenil e também infante demais para a corja idosa. Sofro. Inadequada a tudo e tentando encontrar uma identidade que me dê a base sólida de uma vida - que talvez eu nem queira viver... Não tenho talento para a militancia à qual sonho tanto em pertencer. Não sei lidar com as pessoas, oscilo demais com elas. Seria imprudente continuar a tentar qualquer ação... Mas, serei imprudente, deposito nisso, nesas tentativas muito de mim... Muito daquilo que penso que posso ser... Devo ter vivido muito de uma auto construção sempre, e agora na hora de viver essa construção percebo a base insólida na qual me pus. Sofro, e de fato não compreendo o porquê. É mais nebuloso que eu possa me dedicar a comrpeender. Há quatro anos vivo numa inércia. Abandonei os projetos de auto construção... Fui ao poço de tristezas e mágoas... Enxerguei pessoas que talvez fossem apenas imaturas e as classifiquei como mediocres. Não é um remorso exatamente. Por que me sinto mais castrada que arrependida... Nadei contra muita maré... Fui enforcada na corda do meu julgo. Há quem me odeie, há quem talvez goste ou suporte a mim... Não sei dizer... Sinto que ir embora agora seria cruel demais com aqueles que suponho gostar de mim... Tenho algumas felicidades... Preciso aprender a viver só... Não por drama ou por tolice... Mas por uma iminência temporal... Por Adriana L.R. (@) Envia por email « anterior | próximo » |